Sexo no verão: mais ação ou só mais transpiração? O que dizem os dados

Atualizado a 23 de outubro de 2026 · Leitura: 5 minutos · Pela equipa Siwon

A RESPOSTA RÁPIDA

Não há nenhum estudo sério que prove que no verão se faz mais sexo. Os dados que existem apontam antes para o Natal: é quando mais se pesquisa sobre sexo na internet e é daí que saem os picos de nascimentos nove meses depois.

E a testosterona? Varia um pouco ao longo do ano, mas tão pouco (menos de 3 % num estudo com quase 200.000 homens) que não explica nada. E os estudos nem sequer concordam sobre o mês em que sobe.

O que o verão traz mesmo: mais tempo livre e mais planos, ou seja, mais ocasiões. Mas também calor, pior sono e mais suor lá em baixo. Por isso, mais do que ação, há transpiração.

É do bronzeado? Do tempo livre? Das hormonas aos saltos por causa do sol? Ou é que, com dois mojitos no bucho, toda a gente parece bastante mais gira?

Há uma crença muito espalhada: o verão é a estação oficial do truca-truca e de pôr à prova a resistência das cabeceiras da cama. Julho e agosto chegam com a subida da temperatura... e da atividade horizontal.

Mas faz-se mesmo mais marmelada no verão, ou o verão é muita parra e pouca uva? Pusemo-nos a investigar: hormonas, apps de engate, nascimentos e uma pitada de sociologia de esplanada.

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No verão, o motor aquece? O que aponta para que sim

A favor do hunky-panky estival há argumentos. Alguns com ciência por trás e outros com o rigor de um teste da Ragazza:

  • O sol levanta o ânimo (e não só). Mais horas de luz, mais vida fora de casa e, por tabela, melhor humor. Além disso, circula a teoria de que o sol sobe a vitamina D, a vitamina D sobe a testosterona e a testosterona sobe... o que sobe. Spoiler: a corrente parte-se a meio (contamos-te onde já a seguir).
  • Sociologia pura. Menos roupa, mais pele bronzeada, mais tempo livre, mais festas e sítios onde ninguém te conhece. O contexto convida a soltar o cabelo... e o resto também.
  • Puro efeito férias. Desaparecem a rotina, os horários e o despertador, e com eles muitas das barreiras que trazemos vestidas o resto do ano. Estás mais descontraído, mais aberto à novidade e mais predisposto a deixar-te levar.

Tudo parece fazer sentido. Agora vamos ver o que dizem os números.

Pronto, mas o sol aumenta mesmo a testosterona?

Um pouco, às vezes, e não necessariamente no verão. A testosterona oscila um bocado ao longo do ano, mas os estudos não se entendem nem sobre o mês do pico:

  • Em Copenhaga, 27 homens acompanhados durante 17 meses tinham o pico em junho e julho.
  • Em Tromsø (Noruega), com 1.548 homens, o ponto mais baixo era junho e o mais alto, outubro e novembro.
  • Em Israel, com 27.328 homens, os níveis mais altos surgiam entre agosto e outubro, e os mais baixos em março.

E a diferença é pequena. No UK Biobank, com quase 200.000 homens, a média consoante o mês andava entre 11,86 e 12,18 nmol/L: menos de 3 % de diferença.

E a vitamina D? As meta-análises de ensaios com suplementos não chegam a acordo: uma de 2019 não encontrou efeito na testosterona total e outra de 2024 viu uma pequena subida da total, sem alterações na livre, que é a que o corpo usa. Daí a «mais vontade» vai uma distância que nenhum estudo percorreu.

Se notas que a vontade anda pelas ruas da amargura há meses, isso não se resolve com sol nem com comprimidos de vitamina D por tua conta. Fala com o teu médico.

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O que aponta para que não

No lado B do disco há argumentos que furam a boia ao mito:

  • A calorina. Deixa-te derretido, agarrado à ventoinha e com atividade só no polegar (para o comando ou o telemóvel). E se ainda por cima não dormes, pior: num estudo com homens jovens, uma semana a dormir 5 horas baixou a testosterona durante o dia em 10-15 %. Bastante mais do que qualquer estação a mexe.
  • O Tinder desmente. O dia com mais atividade do ano nas apps de encontros não calha em agosto. É o primeiro domingo de janeiro, o chamado Dating Sunday: resoluções de ano novo, ressaca do Natal e muito sofá.
  • Os bebés não se fabricam no verão. Um estudo que cruzou as pesquisas sobre sexo no Google com os nascimentos em países dos dois hemisférios encontrou os picos nas grandes festas culturais: o Natal nos países cristãos e o Eid nos muçulmanos. Nove meses depois, mais bebés. Em Espanha, os meses com mais partos em 2021 foram julho e setembro, ou seja, bebés concebidos em outubro e dezembro. Época de frio, sofá e mantinha.
  • Faz-se cada vez menos, seja qual for a estação. Nos Estados Unidos, os adultos tinham sexo cerca de 9 vezes menos por ano no início dos anos 2010 do que no final dos anos 90, e os nascidos nos anos 90 são os que menos o fazem. Culpa da pornografia? Nesse estudo, não: pesavam mais o número de pessoas sem parceiro estável e o facto de os casais o fazerem menos. Os lençóis já não são o que eram.

Resumindo: não encontrámos nenhum estudo sério que prove que no verão se dá mais ao litro.

Mitos do sexo no verão vs. o que dizem os dados

O mitoO que há
O sol dispara a testosteronaVaria menos de 3 % ao longo do ano e os estudos não concordam sobre o mês do pico.
A vitamina D acende o rastilhoSuplementá-la mal mexe na testosterona total e nenhum estudo demonstrou que aumente o desejo.
No verão engata-se mais nas appsO dia mais ativo das apps de encontros é o primeiro domingo de janeiro.
Os bebés encomendam-se em agostoOs picos de conceção calham à volta do Natal e de outras grandes festas.
O calor põe-te a ferverO calor e o mau sono jogam contra: uma semana a dormir 5 horas baixa a testosterona em 10-15 %.

Então... porque é que estamos tão convencidos de que sim?

Porque o verão tem o melhor departamento de marketing do planeta. É a única altura do ano em que todos sentimos uma pressão silenciosa para viver algo extraordinário: um romance inesperado, uma noite memorável ou, no mínimo, uma história escaldante que mereça ser contada no regresso.

E essas são as únicas histórias que circulam. Ninguém publica que passou três dias deitado com a ventoinha apontada às partes baixas, que discutiu com a cara-metade sobre quem ia buscar gelo ou que se deitou às dez porque era preciso madrugar para marcar lugar na praia.

Quando só vês os melhores momentos dos outros, a conclusão sai sozinha: toda a gente (f*de) teve um verão mais intenso do que o teu.

Por isso, se este verão fizeste o pleno, parabéns. E se a coisa mais molhada que tiveste foi o elástico dos calções de banho depois do último mergulho, também não faz mal.

O maior mito do verão não é haver mais ação. É achar que toda a gente anda nisso... e tu não.

O que muda mesmo no verão: o calor lá em baixo

Há um dado de verão que não precisa de estudo: as virilhas suam. Calor, fricção, roupa interior colada e os calções de banho molhados que deixas vestidos até ao jantar. Para a zona não cheirar a balneário às oito da noite:

  • Lava-a com água e um sabonete suave, sem esfregar como se fosse um tacho. Uma vez por dia chega; duas se suaste a potes.
  • Seca-a bem, pregas incluídas. A humidade que fica é a que dá problemas.
  • Roupa interior respirável e fora com os calções molhados assim que puderes.
  • Se houver comichão, vermelhidão ou ardor que não passa em poucos dias, não é assunto de cosmética: marca consulta com o teu médico.

E se quiseres um extra de frescura, foi para isso que fizemos o Giggleberries: um creme hidratante com desodorizante e textura gel, pensado para a zona íntima masculina. Hidrata, refresca e ajuda a controlar o odor. Não te promete um verão mais animado, mas sim chegares fresco se a ocasião surgir.

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P.S.: Este post é patrocinado pelo Giggleberries. Não te podemos prometer um verão mais animado... mas, se surgir a ocasião, ao menos que não te apanhe desprevenido.

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Perguntas frequentes

Faz-se mais sexo no verão?

Não há nenhum estudo sério que o prove. O verão traz mais tempo livre e mais vida social, que podem dar mais ocasiões, mas também calor e pior sono, que jogam contra. Os dados das pesquisas na internet e dos nascimentos apontam para o Natal como o momento de maior atividade sexual, não para agosto.

Em que altura do ano se faz mais sexo?

Segundo um estudo publicado na Scientific Reports em 2017, o interesse por sexo na internet dispara nas grandes festas culturais: o Natal nos países cristãos e o Eid nos muçulmanos. Os nascimentos nove meses depois seguem o mesmo padrão. Em Espanha, os meses com mais partos em 2021 foram julho e setembro, que correspondem a conceções em outubro e dezembro.

O calor tira a vontade?

Pode tirar, de forma indireta. O calor cansa e piora o sono, e dormir pouco baixa a testosterona: em homens jovens, uma semana a dormir 5 horas reduziu-a em 10-15 % durante o dia. Se dormires bem e o calor não te deitar abaixo, não há motivo para mudar nada.

O sol aumenta a testosterona?

Muito pouco. A testosterona varia ao longo do ano, mas no UK Biobank, com quase 200.000 homens, a diferença entre meses foi inferior a 3 %. Além disso, os estudos não concordam sobre quando sobe: uns veem o pico no verão e outros no outono.

A vitamina D aumenta a líbido?

Não há provas. Os ensaios com suplementos de vitamina D dão resultados mistos sobre a testosterona total (uma meta-análise de 2019 não encontrou efeito e outra de 2024, uma pequena subida) e nenhum demonstrou que aumente o desejo sexual. Se achas que tens pouca vitamina D ou pouco desejo, quem avalia é o teu médico.

Como evitar o suor e o cheiro nas virilhas no verão?

Lava a zona uma vez por dia com água e um sabonete suave, seca-a bem (pregas incluídas), usa roupa interior respirável e tira os calções de banho molhados assim que puderes. Para um extra de frescura, existem cremes com desodorizante para a zona íntima masculina, como o Giggleberries. Se houver comichão, vermelhidão ou ardor que dure vários dias, consulta o teu médico.

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Fazer o teste

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Se notares uma quebra de desejo que dure semanas, ou desconforto na zona íntima que não passa, fala com o teu médico. O Giggleberries é um produto cosmético.
Fontes: Andersson A.M. et al. (2003), variação sazonal da LH e da testosterona em homens saudáveis, J Clin Endocrinol Metab, doi:10.1210/jc.2002-020838 · Svartberg J. et al. (2003), variação sazonal da testosterona: estudo de Tromsø, J Clin Endocrinol Metab, doi:10.1210/jc.2002-021878 · Zornitzki T. et al. (2022), variação sazonal da testosterona numa coorte alargada, Int J Endocrinol, doi:10.1155/2022/6093092 · Fantus R.J. et al. (2024), valores de referência de testosterona em quase 200.000 homens, J Endocrinol Invest, doi:10.1007/s40618-024-02319-0 · Hosseini Marnani E. et al. (2019), vitamina D e perfil androgénico em homens, meta-análise, Andrologia, doi:10.1111/and.13343 · Abu-Zaid A. et al. (2024), vitamina D e androgénios em homens adultos, meta-análise, Diseases, doi:10.3390/diseases12100228 · Leproult R., Van Cauter E. (2011), restrição de sono e testosterona em homens jovens, JAMA, doi:10.1001/jama.2011.710 · Wood I.B. et al. (2017), os ciclos sexuais humanos dependem da cultura, Sci Rep, PMC5740080 · Twenge J.M. et al. (2017), declínio da frequência sexual em adultos norte-americanos, Arch Sex Behav, doi:10.1007/s10508-017-0953-1 · INE (Instituto Nacional de Estadística, Espanha), nascimentos mensais 2021.

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